Justiça do RJ aceitou recurso do senador, e caso das 'rachadinhas' foi enviado para a 2ª instância da Justiça.

Rede Sustentabilidade quer que STF devolva processo para 1ª instância.

O senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro Dida Sampaio/Estadão Conteúdo A defesa do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediu nesta terça-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive uma ação conta a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que levou o caso das "rachadinhas" para a segunda instância.

Flavio é filho do presidente Jair Bolsonaro. A ação foi apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.

No último dia 25, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiu enviar o processo das "rachadinhas" para a segunda instância por entender que Flávio Bolsonaro tem direito ao foro privilegiado de deputado estadual, mandato que exerceu até 2018, quando foi eleito senador. O caso vai ser analisado pelo ministro Celso de Mello.

A Rede argumenta que o próprio STF decidiu em 2018 que o foro privilegiado só vale para crimes cometidos no mandato e em razão da atividade parlamentar. A Rede argumenta, então, que Flavio Bolsonaro não é mais deputado estadual e, com isso, o caso das "rachadinhas" deve retornar para a primeira instância da Justiça. A defesa de Flavio Bolsonaro, no entanto, argumenta que ele nunca perdeu o direito ao foro porque, após deixar o mandato de deputado estadual, foi eleito senador. MP-RJ recorre ao STF pra derrubar foro privilegiado dado a Flávio Bolsonaro Ministério Público O MP do Rio de Janeiro também acionou o STF contra a decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O órgão quer manter o caso na primeira instância.

No entendimento do MP, a decisão da 3ª Câmara Criminal descumpriu as decisões do STF em relação ao foro privilegiado. O ministro Gilmar Mendes é o relator da ação e pediu informações à 3ª Câmara e à Procuradoria Geral da República.